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sábado, 9 de agosto de 2008

Human, You Are

He left us without hesitation
He left us aching in pain

My dad told me:
My son, I’ll leave you
But don’t you think I’m insane.
Never give your live to cause
If you believe it to be vain.

I thought at the time,
It made perfect sense
My dad had a lot to gain.

But time passed on
And wars flew by
And I grew weary.

My friends were dying
My family was lying
Mass destruction was going steady.

Inaction
Fear
Greed
And lust,
They were all part of society.

Power
Bloodshed
Prejudice
And pride,
We all had a new deity.

Humans are trash.
We always were,
And I can’t shake the thought.

How despicable we are
How selfish we’ve been
To hold on to what we’ve got

It is our nature,
To be human it is
And lowly in every way.

A creature of mixed results
And crazy cults.
Surviving,
Alone,
Astray.

Whatever I do,
I do it for myself.
Don’t you try and disagree.

You’re just the same.
Worthy of shame.
Identical to me.

You’ll go to the end
To attain what you want,
Even if it means getting beat.

You’ll vow revenge,
Chop off heads, and set the example on the street.

Don’t be shy,
I ain’t high;
I’m only being honest.

You’re just a piece
Of golden trash,
Among many others.

We’re all in a dump,
Which we call home,
Whether you like it or not.

Take a deep breath,
Swallow the truth,
And accept the fact.

To be or not to be
That is not the question.
For human,
You already are.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Contagem Regressiva

Eu não sou Getulista, aliás estou mais próximo de um ser apolítico; mas alguns atrás optei por fazer uma poesia em vez de escrever uma redação sobre o famoso GV. Os trechos entre aspas são retirados diretamente da "Carta Testamento" do ex-presidente.
Na falta de tempo, vai a reciclagem do passado...e a nostalgia das aulas de história.
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Contagem Regressiva
Uma Perspectiva dos Últimos Dias de Getúlio Vargas


O fim se aproximava
Tudo estava claro
Havia uma solução
Para todo esse desamparo

Em uma reunião de madrugada
As cartas foram postas à mesa
“Ou vai ou racha” – disseram eles
Seria a tradução da proposta
A opção foi bem obvia

Getúlio Dornelles Vargas
Falecido em 24 de agosto de 1954
Tomou sua decisão
Autopsia alguma foi necessária para ter-se uma conclusão

Causa da Morte:
Pressões de Renúncia
Desmoralização e isolamento
Acusações quanto ao Mar de Lama do Catete
Um atentado sem sucesso
-E esta bala no coração? - perguntou um médico
-Isso foi a anestesia geral, impediu que ele vivesse para sofrer - respondeu o outro
-Parece que ninguém é imortal...
“Cada gota de meu sangue era uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência.”

Antes: Getúlio
Pai-dos-Pobres
“(...)para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo humilde principalmente os humildes.”
O enfrentamento com as oligarquias
O direito à indenização, às férias e à jornada semanal de trabalho
O concurso para ingresso no serviço público
Nacionalista
Mártir
Depois: Vargas

Os frutos foram muitos:
A Eletrobrás,
A Petrobrás,
A Álcalis,
O Brasil brasileiro,
O BNDE,
A Previdência Social,
O brasileiro no Brasil

Mas a defesa foi paternal:
“Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.”

A libertação foi decisiva:
“Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém.”

A transformação foi eterna:
“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.”

sábado, 26 de janeiro de 2008

Certidão de Nascimento

Essa poesia é nada recente, mas merece crédito. Eterna em conteúdo e premiada em forma...

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O dia quando surgi
Não é exato
Mas vivo até hoje
É fato

Nasci juntamente com a humanidade
Nasci juntamente com a maldade
O humano é meu berço e meu vetor
Vou com ele onde for

Meus pais não são identificados
Não sei quem me gerou
Dessa forma é melhor
porque ninguém iria se orgulhar
do filho que eu sou

Sou um lobo perdido de sua alcatéia
Não tenho para onde ir, não tenho direção
Alguns se aproveitaram e me tornaram uma atração
Ninguém percebe, mas faço parte da sua vida
Talvez você goste de mim, talvez não
Mas você ainda não percebeu que estou segurando sua mão

Sou usado de várias maneiras
E por vários motivos
Sou a arma mais comum dos ditadores
Sou a escapatória dos que buscam sobreviver
Sou a causa mais comum para morrer

Posso ser usado para proteger como para atacar
Mas a verdade é que sou uma droga
E nunca sei quando parar!
Muitas vezes exagero...
Mas nunca me canso de machucar.

Faço parte da sociedade
Faço parte do pensamento
Por isso não terei atestado de óbito
Enquanto houver humanos

Para aqueles que são ofensivos
Fisicamente ou até verbalmente
Vocês me usam buscando danificar
Causando danos físicos ou morais
Revelando um egoísmo de alarmar

Sou um pesadelo mundial
Porém mais próximo da realidade não poderia estar
Líderes me amam e o povo me detesta
Mas nenhum deles deixa de tomar sua dose diária de mim

Dizem vocês que eu sou um terror
Dizem vocês que sou um problema
Dizem vocês que sou odiado pela população
Mas não se conscientizam que estou presente naquele filme de ação
Seja em casa...seja na televisão...
Eu sou sua criação

Como o lago reflete a imagem
Eu sou sua reflexão
Apenas exponho
o que está no seu coração

Busco apenas a sobrevivência
Esta é a minha essência
Sinto lhe informar
Mas meu nome é Violência

quinta-feira, 24 de maio de 2007

A Raiz

Era uma vez

Uma terra perfeita

Mas criaram Pandora

E a paz...desfeita.


Tinha ela um pouco de cada deus

Até então nunca levado uma surra

No entanto o dia veio...

E Pandora foi burra.


Viu uma misteriosa caixa

E curiosamente a abriu

Inocentemente libertando os males

E cada um fugiu.


Todos saíram rindo e gritando

A mentira, a doença, a inveja e a velhice

Sarcasticamente caçoando:

A estúpida garota

Agora chorando


Sem solução

Os anos passando

E Pandora sem esperança,

O seu fim aguardando.


Dias últimos de sonhos belos

Como uma flor.

Dias últimos de lamentos

Repletos de dor.


Pandora faleceu

Mas as guerras continuaram.

A doença e a velhice também

As causas eram inúmeras

E o humano agora era refém


O tempo não parou

E alguns até lutaram

Enquanto outros esqueceram,

Mas nunca uma solução

Acharam


Certo dia,

O erro de sua ancestral

Decidiram reparar.

Então os descendentes de Pandora

A caixa foram procurar.


Havia uma lenda

De possível salvação

Que dentro da caixa

Estaria a solução.



Ao longo do caminho,

Foram os descendentes coletando

Um por um,

Os males capturando.


Os sacos com as presas,

Cada vez maiores

E todas as desgraças, aos poucos,

Se sentindo menores.


Mas eles,

Os males,

Não se deram por vencidos

E foi assim que iniciaram

Os seus gemidos.


Aos poucos, durante a viagem,

Semearam a discórdia

E os descendentes então indagaram:

“De quem será a glória?”


“Não há glória,

Meu caro irmão.

Acabar com essa desgraça, será a nossa recompensa,

A nossa satisfação!”


“Eu quero minha parte!

Eu tenho meu direitos!”

E os companheiros de sangue

Passaram a disputar feitos


Estabelecidos os limites para eliminação do mau

Políticas burocráticas

Regras hipócritas

Não houve uma que auxiliasse em atingir o objetivo final


As discussões continuaram

As brigas pioraram

Alguns morreram

Muitos voltaram


De muitos bem intencionados

O grupo foi reduzido a poucos

Três sobraram

Estes já roucos.


Olhavam para trás

Com tristeza reparavam

A cada cidade formada

Os males suas forças renovavam


Finalmente encontraram

A velha caixa

E quase não acreditaram

Era o fim da marcha


Colocaram os sacos com as desgraças,

Em sua prisão,

E quando se deram conta

Perceberam a ilusão


“Onde está a esperança?

Não devia estar aqui?”

“Não pode ser irmão!

Será que deixou de existir?”


Depois de conversar

E concluir a grito

Descobriram que a esperança nunca existiu

Era um mito


Anos e mais décadas passaram

Nem a fome, nem a mentira ou as guerras terminaram

“Nós, homens, é que somos maus!

Prendemos os males há anos atrás

Mas onde está o fim do caos?”


Em pacto com o que de pior poderia existir

Foi determinado pelos irmãos,

Que os males a humanidade deveria destruir


Não foi difícil

Foi inclusive breve

O mundo caminhava para seu ultimato

Como para os dentes de uma raposa, a lebre


Em tempo, todo humano foi eliminado

Restaram apenas os irmãos, agora gratos.

Se entregaram então,

Como combinado.


Depois a terra retomou a beleza que originalmente tivera

Deu início a uma nova, a melhor era.

As desgraças não quiseram essa perfeição importunar

Partiram então, para outros porcos imundos, achar.


Ficou registrado na natureza

O sacrifício de milhões

Seres que deram suas vidas

Em favor de valores mais sublimes

Seres que finalmente proporcionaram a existência

De um mundo sem crimes

segunda-feira, 26 de março de 2007

Times Like These...

O seguinte poema está inglês porque traduzir poesia é o cúmulo. Perde a rima e o sentido (e me da preguiça)...


Times Like These...


Times like these...

Remind me of a new age

And bring back images from old days.


Times like these...

Can't be fully enjoyed,

because I can't have enough.

And are sometimes, something I already miss...

because I don't try to look tough.


It all comes to an end,

A nostalgia of things that are yet to come.

For what I do happens now and here; most definately not in vain

And I can't help but to be happy for it all.

Yet I feel sorrow for the same,

Resulting in satisfaction, over all.


To live, to lose, and to gain,

This is life

Welcome to the chain...

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Passos Perdidos

Não sei o que dizer
Nem por onde começar
Sou uma mente vazia
Que se esforça para não estar

Uma fábrica abandonada
Entregue ao acaso
Um lar despedaçado
Sem pessoas ou laço

O ambiente deserto luta
Busca se reestabelecer
Busca ser o oasis que era
E a fonte divina para beber

Por mais que eu busque
E tente mudar
A minha raiz sempre irá me segurar

Devo me eliminar pela origem
ou torturar minha casca?
Almejar quem não sou
e ser produto da mistura?
Ou curtir sem dó a luxúria?

Para tanta balela
e tanta curiosidade
Apenas me atenho em revelar
Os mistérios da cidade

Porque o corpo humano
é complexo e confuso
Lidar com a mente portanto
E tentar entende-lá
Apenas me faria entrar em parafuso